8 de agosto de 2013

Life of lust


Capítulo 2 – What Your Name?


Me sentir completa com isso, uma sensação diferente dói, muito, só que é bom, arde muito, como se fosse minha primeira vez, olhava seus olhos: verdes, estava escuro como o verde de uma floresta negra, brilhando, parecia-me um monstro eu não sei por que tinha medo, era o monstro que possuía dentro de mim que estava ali agora, me deixando sem fala a não ser gemer. Sinto-me uma maluca, como a minha vida toda eu desperdicei meu tempo com algo tão insignificante? “Não... Você chegou até aqui, vai reclamar de tudo? Vai ignorar e voltar com sua vidinha certinha?”... Minha mente sussurrava, eu me sentia maluca, e eu senti tudo aquilo de novo, aquele sentimento familiar, de formigamento, trabalho bem feito. Eu tombei a cabeça para trás, me sentia impossibilitada assim que ele se deitou ao meu lado, ainda mantinha minha boca aberta, mesmo de depois de vários minutos o que não era comum me sentia satisfeita, mas tenho certeza que isso será só por alguns minutos.

Passou-se horas, eu estava dormindo perto dele: ele era quente, cheirava a hortelã, eu me sentia confortável e não foi como eu pensei que seria eu ainda estou satisfeita, me sentindo completa. Mas eu teria que sair daqui, eu não sou esse tipo de pessoa. Nada de certinho, não mais. Mas era bom demais ficar naquele aconchego, me sentia segura, eu fechei os olhos , mas ele poderia ser como eu, frio... Não se importava com os sentimentos de quem dormia, e ia embora sem dizer adeus. E dessa vez; por incrível que pareça, eu não queria ir embora, eu quero ficar aqui. “Que coisa mais inútil, agora ela tem sentimentos, vai embora logo e viva a sua vida”; sentia minha mente murmurar de novo, eu estava confusa, tentei levantar, mas os braços fortes me imobilizaram. Eu olhei para ele, as sobrancelhas de juntando; a boca se abriu, e ele soltou uma lufada de seu hálito ótimo, eu sorrir.

- Está bem? – ele sussurrou – quer tomar banho? Está grudenta!
- Quero, onde é o banheiro daqui? – eu não tinha reparado, mas estávamos na casa dele.
- Segunda porta a direita, se não se incomodar eu vou junto com você, também preciso tomar um banho – dessa vez ele abriu os olhos, normais agora.
- não tem problema – grunhi.

Eu me levantei e ele foi atrás, meio perto demais, pois sentia sua respiração em meu pescoço, me deixando imóvel. Eu não andei a partir dali senti suas mãos contornando minha cintura e beijando minha clavícula, subindo para o meu pescoço, até perto da minha orelha causando-me um arrepio intenso, causando sensações estranhas em minha espinha suspirei. Entrei no boxe, me sentando em algo que tinha no banheiro, enquanto mexia em algo na pequena tela na parede, soltando vapores por todo o pequeno espaço. Eu me relaxei, faz praticamente meia hora e monstro não deu nenhum sinal de vida, me senti aliviada; parei para pensar nisso: descobri o quanto isso fazia mal as pessoas e a mim mesmo, isso me estragou e eu nem pensei direito, me sentia inútil, novamente, algo que eu sempre sentia. Ele se sentou ao meu lado, ao mesmo tempo com a água caindo em nós. Eu olhei para seu ombro, queria me recostar ali, e senti seu cheiro refrescante de novo , mas pensei novamente, em ele me rejeitar, e poder falar palavras que poderiam me magoar. Então apenas fiquei quieta, imóvel e reta, um pouco angustiada.

- Não se sente confortável perto de mim. – não foi um pergunta.
- Tenho meus motivos – murmurei.
- E quais são eles?
- Você pode ser frio.
- Não sou – eu aproveite isso por um minuto, deitei meu rosto sobre seu ombro e fechei os olhos, desfrutando da quentura e dele.
- Qual seu nome? – ele sussurrou.
- Por que isso te interessa?
- Não sei, eu também tenho meus motivos.
- Espero que sejam bons – soltei um breve sorriso.
- Geralmente, não fala seu nome com quem passa a noite, não é?
- Claro que não, é só por uma noite – eu falei isso e depois fiquei tensa, era uma sensação diferente agora.
- Qual seu nome? – eu suspirei.
- Te incomoda em não saber meu nome?
- Na maioria, sim.
- Milla – eu grunhi.

Ele parou um pouco e me olhou de cima embaixo, primeiro deu a leve impressão de que eu fiquei constrangida comigo, seus olhos verdes me deixava desconfortável, e eu já lutei contra muitos olhos verdes, principalmente com o meu, ao mesmo tempo que isso é bom, me irrita ele era como eu.


3 comentários:

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