Capítulo 2 – What Your Name?
Me sentir completa com
isso, uma sensação diferente ─ dói,
muito, só que é bom, arde muito, como se fosse minha primeira vez, olhava seus
olhos: verdes, estava escuro como o verde de uma floresta negra, brilhando,
parecia-me um monstro ─ eu não sei por
que tinha medo, era o monstro que possuía dentro de mim que estava ali agora,
me deixando sem fala a não ser gemer. Sinto-me uma maluca, como a minha vida
toda eu desperdicei meu tempo com algo tão insignificante? “Não... Você chegou
até aqui, vai reclamar de tudo? Vai ignorar e voltar com sua vidinha
certinha?”... Minha mente sussurrava, eu me sentia maluca, e eu senti tudo aquilo
de novo, aquele sentimento familiar, de formigamento, trabalho bem feito. Eu
tombei a cabeça para trás, me sentia impossibilitada assim que ele se deitou ao
meu lado, ainda mantinha minha boca aberta, mesmo de depois de vários minutos ─ o que não era comum ─ me sentia satisfeita, mas tenho certeza que isso será só por alguns
minutos.
Passou-se horas, eu estava
dormindo perto dele: ele era quente, cheirava a hortelã, eu me sentia
confortável ─ e não foi como eu pensei
que seria eu ainda estou satisfeita, me sentindo completa. Mas eu teria que
sair daqui, eu não sou esse tipo de pessoa. Nada de certinho, não mais. Mas era
bom demais ficar naquele aconchego, me sentia segura, eu fechei os olhos ─, mas ele poderia ser como eu, frio... Não se
importava com os sentimentos de quem dormia, e ia embora sem dizer adeus. E
dessa vez; por incrível que pareça, eu não queria ir embora, eu quero ficar
aqui. “Que coisa mais inútil, agora ela tem sentimentos, vai embora logo e viva
a sua vida”; sentia minha mente murmurar de novo, eu estava confusa, tentei
levantar, mas os braços fortes me imobilizaram. Eu olhei para ele, as
sobrancelhas de juntando; a boca se abriu, e ele soltou uma lufada de seu
hálito ótimo, eu sorrir.
- Está bem? – ele sussurrou
– quer tomar banho? Está grudenta!
- Quero, onde é o banheiro
daqui? – eu não tinha reparado, mas estávamos na casa dele.
- Segunda porta a direita,
se não se incomodar eu vou junto com você, também preciso tomar um banho –
dessa vez ele abriu os olhos, normais agora.
- não tem problema –
grunhi.
Eu me levantei e ele foi
atrás, meio perto demais, pois sentia sua respiração em meu pescoço, me
deixando imóvel. Eu não andei a partir dali ─ senti suas mãos contornando minha cintura e beijando minha clavícula,
subindo para o meu pescoço, até perto da minha orelha ─ causando-me um arrepio intenso, causando sensações
estranhas em minha espinha ─ suspirei.
Entrei no boxe, me sentando em algo que tinha no banheiro, enquanto mexia em
algo na pequena tela na parede, soltando vapores por todo o pequeno espaço. Eu
me relaxei, faz praticamente meia hora e monstro não deu nenhum sinal de vida,
me senti aliviada; parei para pensar nisso: descobri o quanto isso fazia mal as
pessoas e a mim mesmo, isso me estragou e eu nem pensei direito, me sentia inútil,
novamente, algo que eu sempre sentia. Ele se sentou ao meu lado, ao mesmo tempo
com a água caindo em nós. Eu
olhei para seu ombro, queria me recostar ali, e senti seu cheiro refrescante de
novo ─, mas pensei novamente, em ele me
rejeitar, e poder falar palavras que poderiam me magoar. Então apenas fiquei
quieta, imóvel e reta, um pouco angustiada.
- Não se sente confortável
perto de mim. – não foi um pergunta.
- Tenho meus motivos –
murmurei.
- E quais são eles?
- Você pode ser frio.
- Não sou – eu aproveite
isso por um minuto, deitei meu rosto sobre seu ombro e fechei os olhos,
desfrutando da quentura e dele.
- Qual seu nome? – ele sussurrou.
- Por que isso te
interessa?
- Não sei, eu também tenho
meus motivos.
- Espero que sejam bons –
soltei um breve sorriso.
- Geralmente, não fala seu
nome com quem passa a noite, não é?
- Claro que não, é só por
uma noite – eu falei isso e depois fiquei tensa, era uma sensação diferente
agora.
- Qual seu nome? – eu suspirei.
- Te incomoda em não saber
meu nome?
- Na maioria, sim.
- Milla – eu grunhi.
Ele parou um pouco e me
olhou de cima embaixo, primeiro deu a leve impressão de que eu fiquei
constrangida comigo, seus olhos verdes me deixava desconfortável, e eu já lutei
contra muitos olhos verdes, principalmente com o meu, ao mesmo tempo que isso é
bom, me irrita ─ ele era como eu.




continua, ta perfeito ^-^
ResponderExcluircontinua, ta perfeito ^-^
ResponderExcluircontinua logo, please ^^
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