Eu senti tudo aquilo
novamente, me deliciando com isso, eu revirava os olhos, satisfazia meu desejo
mais profundo; mas será como todos os outros. Eu cheguei rapidamente ao meu
limite, respirando forte e adormecendo no peito do desconhecido. Estava quente,
eu ainda suava, ainda estava deitada com quem eu não fazia idéia de quem era eu
me levantei suavemente sem acordá-lo, peguei minhas roupas e sai do pequeno
quarto. Vesti no caminho de saída da enorme casa em um bairro desconhecido, era
certamente 4h da manha. Eu andava pelos galhos secos caídos no chão, e um
nevoeiro branco azulado a volta, não via nada, mas poderia chegar a casa rápido.
Mas o desejo por tudo aquilo de novo se apossou de mim, o monstro de sempre
roendo as paredes do meu corpo para que eu tivesse tudo àquilo novamente. Eu
respirei fundo e continuei andando, me deparando com umas casas, onde o
nevoeiro já tinha ido embora, andava fraca, incrível como até pra ficar forte
eu preciso daquilo, da tortura, das respirações, dos gemidos; ah, mas que
droga! Cheguei a casa me sentindo um lixo, como já era. Tomei um banho bem
quente, esfreguei tanto minha pele que ficou vermelha, eu abaixei até o chão do
banheiro, olhando o nada, o banheiro branco, os azulejos verdes claro, o chão
sujo de pegadas graças ao meu salto preto, que andei na floresta, e belo
vestido preto com busto de renda jogado no chão, eu rir de minha situação, a
solidão e o desejo, o ódio por uma vida não muito boa, e a infelicidade por
simplesmente tudo. Terminei o banho e coloquei uma roupa larga para dormir, se é
que conseguiria dormir, o monstro dentro de mim é difícil de satisfazê-lo. Era como
uma droga, e eu adoro essa droga, eu sorria com meus pensamentos tão fúteis
como se eu estivesse bêbada. Eu virava de um lado para o outro, tentando conter
o fogo que estava dentro de mim, àquela fome horrível. Eu me levantei, já não aguentando
mais, coloquei um de meus vestidos curtos e me olhou no espelho, contornos
firmes, cintura fina, coxas grossas e peitos médios, mesmo com tudo isso me
sentia nada.
Eu andava lentamente até o
garoto de olhos verdes, alto, com cachos e uma boca vermelha, meu monstro até
rugiu, o desejo se apossou e a única coisa que eu lembrava era: “eu o quero,
agora, pra mim”. Ele me observava mordendo a boca, olhando meu corpo, não era o
caso de me deixar constrangida por que já passei por isso tantas vezes, mas
agora eu imediatamente senti que minhas bochechas queimavam, como uma menininha
de 15 anos idiota, eu estava ficando irritada, mas não me importa o que ele me
fazia sentir, o que eu quero é também implorando por mim; eu sentei em seu
colo, o vi retorci o rosto em um sorriso nada meigo, malicioso e teimoso, não
que eu me importo, será só por uma noite.
Ele agarrou minha cintura e
colocou meus braços presos na mesma, me surpreendendo, me levando até seu
volume, eu ia gemer, mas balancei a cabeça de um lado para o outro e fechei os
olhos para não soltar nada, queria que ele parasse com isso e dava logo o que
eu queria. Mas se eu quisesse algo, seria do jeito que ele quisesse. Me pegou
pelas pernas e me colocou em seu quadril, apoiei meus braços em seu ombro, ele
mordia meu pescoço e sussurrava coisas em meu ouvido que eu nunca pensei em ter
com alguém. Isso é ótimo, causava-me arrepios, que eram bons, eu sentia meu
rosto se retorcer em um sorriso a casa palavra que ele dizia ao meu ouvido, e
dava mordidas depois. Ele me levou até o quarto e me jogou na cama. Eu gritava
em minha cabeça para que ele andasse logo com isso, era incômodo, me deixava
ruim, pior ... com mais sede, mais vontade, mais fogo, mais dor, eu preciso dele. Ele provavelmente não deixaria tudo fácil para mim, era do tipo que gosta do devagar, a tortura, a dor causada pelo espera, o sadomasoquismo e escravidão. Eu queria gritar, mas seria inútil aos olhos dele, dói, dói muito, isso tem seu lado ruim, é claro; tudo tem seu lado ruim. Mas esse lado era até agradável, até um certo ponto que você já não aguenta mais. Ele vinha sorrindo de canto em minha direção, pensando nas várias maldades que poderia fazer comigo, eu me sentia minha barriga doer, ao pensar o que ele pode está pensando, poderia ser como eu, uma maluca e com um monstro dentro de si. O sorriso malicioso me divertia, pois algo o divertia, era que como se eu estivesse assustada para ele, por isso o divertimento; eu não poderia estar assim, já passei tanto por isso, é como uma rotina matinal. Perde toda a consciência quando ele subiu em cima de mim e encostou sua boca na minha, lábios quentes, lentos e macios, torturante ... um pouco cômodo, mas o bastante para suportar.




OMJ!! Quando saí o próximo capítulo?
ResponderExcluirEu ainda não sei linda, é preciso muita atenção e criatividade no que escreve, para a fic não ficar repetitiva, mas pode deixar que eu faço o máximo para postar logo!
ExcluirEmy