Hoje era dia dos namorados,
Zain disse que faria uma surpresa para mim, eu estava extremamente ansiosa. Mas
tinha que terminar meu trabalho antes de fazer qualquer coisa, deixei tudo na
empresa adiantado. E saí rapidamente, peguei o elevador e andei até o carro.
Dirigindo calmamente até a Starbucks onde ele disse para encontrá-lo. Fazia
frio, o céu já estava cinzento pronto para cair neve. Cheguei ao Starbucks e
olhei pelo vidro, estava sentando em uma mesa no canto, olhando pra baixo e
fazendo círculos com os dedos na mesa. A caneca de café dele ainda saía fumaça,
estava perto de seu rosto, sabia o quanto gostava de sentir o cheiro de café
feito na hora em um dia frio. Eu caminhei até a porta e entrei, ele ouviu o
barulho das minhas botas e imediatamente ele olhou pra mim, os lábios se
formando em um sorriso largo, os olhos estreitados em um sorriso. Eu caminhei
lentamente e me sentei na cadeira ao seu lado, sentindo seu perfume.
- Pensei que não viria
mais, você não se acostuma a atrasar – ele colocou os braços a minha volta e me
aconchegou em seu peito, fechei os olhos.
- Precisava terminar a
papelada do trabalho primeiro, não eram poucas, ainda não sinto minhas mãos –
contei.
- O que vai querer?
Adicionaram novos tipos e sabores – me deu o cardápio.
Eu peguei o cardápio, a
lista inteira de 37 cafés e bebidas diferentes me deixaram cansada, eu pediria
o de sempre. Fiz o pedido e esperei, não demorou muito e já trouxeram, enquanto
isso Zain me falava como tinha sido seu dia, ria de algumas coisas imaturas que
ele fazia. Já era típico dele, sempre tentando alguma coisa para se aventurar e
rir. Mas lembrei o porquê ele me convidou para vim aqui, em um dia em que ele
adoraria ficar em casa, tomando um chocolate quente e sentado comigo perto da
lareira, falando de histórias e lugares em que viajamos. Não seria para contar
como foi seu dia que ele me chamara até aqui, algo tão simples.
- Não foi para isso que me
chamou aqui, foi? Não teria me chamando do trabalho tão cedo para apenas falar
como foi seu dia – pronunciei.
- Na verdade, não – sorriu
fraco.
- Então o que é?
- Vamos sair hoje – sorriu.
- Para onde?
- Vamos a um restaurante,
dizem que tem a melhor comida da cidade.
- Que gentil – segurei uma
gargalhada.
Ficamos conversando até as
seis horas da tarde, o lugar já estava vazio, o que não era incômodo para os
funcionários da cafeteria, todos nos conheciam e sabiam que somos clientes
fixos. Rir ao pensar nisso, adorávamos aqui, é um lugar bom para relaxar e
conversar.
- Está quase na hora de ir,
se não quisermos nos atrasar, é melhor sairmos daqui agora – sussurrou em meu
ouvido e dando um beijo em minha testa.
Saímos dali, conversando e
rindo, se lembrando do tanto de coisas que já passamos juntos, incrível, cinco
anos aturando um ao outro. Chegamos a casa e fomos tomar banho, ele foi junto
comigo, disse que tem medo de tomar banho sozinho, mas sei que ele só fazia
isso para ficar comigo. Eu não sabia, sinceramente, o que vestir. Zain tinha
colocado seu terno com a gravata cor de sangue como sempre, e eu ainda
vasculhava o closet procurando algo que pareça favorável para ir á um
restaurante.
Eu escolhi algo mais
aberto, já que o calor aumentou um pouco, sendo que a poucos minutos estava
ameaçando cair neve. Eu não passei nada de maquiagem, apenas um batom e máscara
de cílios, eu admito não ser fã de maquiagem. Eu fui até o quarto, Zain estava
sentado na cama olhando para o chão, provavelmente pensando em algo idiota que
fez. Ele ouviu o passo do sapato e me olho de cima em baixo, os olhos brilhando
e a boca se abrindo em um “O”. Eu não sei se espera de surpresa ou terror, mas
sei que era de surpresa quando ele começou a rir e vindo em minha direção, como
um pai que está prestes a pegar seu pequeno filho no colo. Ele beijou meu
rosto, minhas bochechas, e depois minha boca, estava quente e macia, sentir a
língua dele preenchendo minha boca e sorrir. Mas eu parei o beijo, e vi seu
rosto se formar em um biquinho grande.
Eu sorri.
Fomos até o carro e
dirigimos conversando sobre várias coisas, a principal conversa foi quando
achamos uma casa abandonada em sua casa de praia, que era no meio da floresta,
nós a limpamos e depois a reformamos, a usamos para brincar agora, pois é
grande. Sempre quando vamos passar as férias lá acabamos a descobrir coisas
velhas, e antigas, isso deixa a Sashaa animada! Eu sou tão próxima da família
dele, eu fiz uma rixa entre seus pais acabarem, fiz as irmãs dele se
entenderem, pois brigavam muito. Hoje me chamam de anjinha, eu ainda não
entendo por que seja do diminutivo, é por que sou baixinha? Mas também, todos
da família dele eram altos.
- Hein, Bela Adormecida? –
me sacudiu e eu pisquei várias vezes.
- O que? – senti meu rosto
se repuxar em um sorriso.
- Você estava viajando de
novo, posso saber o que pensava? – o fitei e ele parecia curioso, eu comecei a
rir.
- Bem, estava lembrando
quando estávamos de férias na casa de seus pais, aquela de férias – ele sorriu.
- Foi bom lembrar-se disso,
você tinha 16 anos!
Nós seguimos em silêncio,
apenas olhando um para o outro e sorrindo. Quando cheguei eu fiquei
impressionada, o lugar era grande, luzes amarelas e um gramado verdes a frente,
várias rosas e toalhas brancas decoravam o local. Lustres enormes e mesas com
arranjos e flores vermelhas. Ele passou os braços pela minha cintura, com o
rosto e a respiração perto do meu ouvido, sussurrando algo como: ”você é uma
princesa, merece o seu castelo”.
Eu fechei os olhos e
desfrutei de sua doce voz sussurrando em meu ouvido, me deixava tranqüila;
entramos no restaurante e sentamos em uma mesa meio afastada, gostamos do
máximo de privacidade, para conversar do que quisermos sem estresse. Eu
reparava nele, em sua boca vermelha, seus olhos castanho-dourados, sua grossa
camada de cílios tampando um pouco, suas sobrancelhas um pouco grossas, os
lábios eram cheios, se contorciam quando sorria o que era sempre, mostrando sua
enorme felicidade sempre que está comigo. Eu vi um volume em seu bolso do
casaco, mas não questionei. Ficamos a noite inteira, conversando, passando-se
um tempo ele estava tenso.
- Minha gatinha, eu preciso
te falar uma coisa, é muito séria, isso mudará a minha vida – ele sorriu,
colocando as mãos no bolso do casaco.
- Me conte, sabe que o
suspense é ruim – ele respirou fundo e fechou os olhos.
- (s/n) – tirou a pequena
caixinha vermelha do bolso e esticou as mãos sobre a mesa a abrindo, dando a
vista a um anel, com rubis azuis e brancos – Quer casar comigo? – minha boca
tremeu, eu sentia uma felicidade imensa, eu não sabia o que dizer, eu sorria,
sentia minha respiração acelerar.
- Sim – eu sorrir tanto que
senti minhas bochechas doerem.
Levantei-me e me sentei em
seu colo, o abraçando, ele sorria e fazia carinho em minhas costas, a
felicidade que eu sentia não tinha preço, a pessoa que eu mais amava nesse
mundo, seria minha para sempre? Quem disse que vida perfeita não existe!
Eu fiz para uma amiga, mas gostei muito
e coloquei aqui, beijo ;D Emy





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